Orçamento de Belo Horizonte para 2026 é aprovado com déficit de quase R$ 787 milhões

A Proposta do Orçamento

A proposta de orçamento da Prefeitura de Belo Horizonte para o ano de 2026 foi aprovada recentemente pela Câmara Municipal. Esta proposta é um marco importante para a administração municipal, pois reflete as prioridades financeiras e de investimento da cidade. O projeto, elaborado pelo prefeito Álvaro Damião, estima uma receita total de R$ 24,14 bilhões e despesas que totalizam R$ 24,92 bilhões.

Um dos pontos relevantes diz respeito ao déficit orçamentário que se configura em quase R$ 787 milhões. O déficit ocorre quando as despesas superam as receitas, um cenário que exige planejamento estratégico para minimizar suas consequências ao longo do ano.

Nesta proposta, os recursos são direcionados a diversas áreas essenciais para a população, como saúde, educação e infraestrutura. O orçamento não só detalha os montantes previstos para essas áreas, mas também demonstra o compromisso da administração pública com a melhoria da qualidade de vida e o atendimento das necessidades básicas da população.

orçamento de BH 2026

Além disso, a proposta do orçamento também deve ser vista à luz dos desafios financeiros que a cidade enfrenta, influenciados por diversos fatores, incluindo a situação econômica do país e as demandas crescentes da população por serviços públicos de qualidade.

Despesas Principais do Orçamento

As despesas previstas na proposta de orçamento para 2026 são distribuídas em várias áreas, sendo:

  • Saúde: R$ 7,87 bilhões (31,61% do total)
  • Educação: R$ 4,28 bilhões (17,18% do total)
  • Mobilidade urbana: R$ 1,73 bilhão (6,96% do total)
  • Saneamento: R$ 1,05 bilhão (4,21% do total)
  • Urbanismo: R$ 1,04 bilhão (4,17% do total)
  • Segurança pública: R$ 553,6 milhões (2,22% do total)
  • Assistência social: R$ 496,7 milhões (1,99% do total)

Estas cifras evidenciam a intenção da prefeitura em priorizar áreas que impactam diretamente a vida dos cidadãos. Por exemplo, o montante destinado à saúde, a maior fatia do orçamento, indica um foco em garantir que os serviços de saúde sejam eficientes e acessíveis para todos. Somente assim é possível atender à crescente demanda por procedimentos e atendimentos na rede pública de saúde.

Na educação, os investimentos previstos são essenciais para a manutenção e expansão de creches e escolas municipais, além de garantir que a estrutura educacional atenda às necessidades numéricas e qualitativas da população estudantil. O aumento de vagas e a melhoria da infraestrutura nas escolas são fortes expectativas da população.

Aprovação Unânime

A aprovação do orçamento ocorreu de forma unânime na Câmara Municipal, o que demonstra um consenso entre os vereadores da necessidade de um planejamento robusto para o próximo ano. Durante a apreciação, foram discutidos diversos aspectos da proposta, com alguns vereadores apresentando emendas para ajustes e melhorias em setores específicos.

Um total de 1.510 emendas foi apresentado ao projeto, sendo que 1.453

Desafios Financeiros para 2026

Apesar da aprovação orçamentária, Belo Horizonte enfrenta desvios financeiros que podem dificultar o cumprimento dos objetivos propostos. O déficit orçamentário, que beira os R$ 787 milhões, levanta preocupações sobre a capacidade da administração em efetivamente implementar todas as ações planejadas e providenciar os serviços esperados pela população.

A cidade precisará lidar com a situação de receitas menores do que as despesas em um contexto econômico que pode não ser favorável. Um dos principais desafios será encontrar maneiras de aumentar a arrecadação, evitando assim cortes drásticos de recursos em áreas críticas, como saúde e educação.

Além da busca por estratégias que ajudem a equilibrar as contas públicas, a administração municipal deve também considerar iniciativas de contenção de gastos e maior eficiência no uso dos recursos disponíveis, promovendo auditorias e reavaliações constantes dos contratos com fornecedores e prestadores de serviços.

Impacto na Saúde e Educação

A saúde e a educação são áreas prioritárias e necessitam de atenção especial diante do déficit orçamentário. O aumento do investimento em saúde visa não apenas a construção de novos hospitais e centros de saúde, mas também a aquisição de equipamentos essenciais, como mamógrafos e aparelhos para hemodiálise. Essas melhorias são fundamentais para garantir a eficácia no tratamento e cuidado da saúde da população.

Na educação, a expectativa é que os recursos destinados à construção e reforma de creches e escolas sejam bem aproveitados, aumentando a capacidade de atendimento da rede pública. O orçamento também prevê a alocação de montantes para a promoção de atividades educacionais complementares, como cursos de capacitação e formação para educadores, além de melhorias na qualidade do ensino.



Portanto, o exercício de 2026 não apenas exigirá um planejamento orçamentário eficaz, mas também a implementação de soluções inovadoras e adaptativas para atender às necessidades incessantes da população em saúde e educação.

Medidas para Reduzir o Déficit

Como resposta ao déficit orçamentário projetado, a administração municipal anunciou uma série de medidas que visam reduzir gastos e otimizar a arrecadação de receitas. Entre as estratégias destacadas estão a atualização da base cadastral imobiliária, que permitirá uma cobrança mais eficiente de impostos, assim como uma atenção especial à regularização de débitos municipais através de programas de renegociação de dívidas.

Além disso, a Prefeitura está concentrada na implementação de políticas que promovam a cada vez maior transparência nas contas públicas. Isso pode incentivar a população a se engajar mais e a entender a importância de colaborar com o pagamento de impostos para o fortalecimento das finanças públicas locais.

Enquanto isso, as despesas da administração precisarão ser revistas com uma abordagem crítica, com o intuito de se alcançar uma execução orçamentária mais eficiente. A gestão cuidadosa dos contratos com prestadores de serviços, a contenção de gastos desnecessários e a eliminação de ineficiências operacionais serão indispensáveis para elevar a sustentabilidade financeira da cidade.

O que é o Plano Plurianual?

O Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) é um instrumento fundamental de planejamento e gestão pública. Ele define as metas e prioridades para o desenvolvimento de Belo Horizonte ao longo do período de 2026 a 2029. Aproximadamente, as receitas previstas para os próximos anos indicam um crescimento gradual, com receitas que devem alcançar R$ 25,13 bilhões em 2027, R$ 26,83 bilhões em 2028 e R$ 28,35 bilhões em 2029.

Enquanto isso, as despesas têm uma previsão similar, com R$ 25,50 bilhões em 2027, R$ 26,93 bilhões em 2028 e R$ 28,35 bilhões em 2029. Esse planejamento é vital, pois permite à administração alinhar o uso dos recursos públicos com os objetivos de desenvolvimento sustentável e a melhoria contínua da qualidade de vida dos cidadãos.

O PPAG é elaborado de forma participativa, contando com a contribuição de diversos setores da sociedade e com os vereadores, que desempenham um papel crucial na definição de políticas públicas a serem implementadas ao longo do período de planejamento. A aprovação desse plano também mostra como a administração está comprometida com a transparência e a democratização do processo orçamentário.

Receitas Previstas para 2026

Como mencionado anteriormente, as receitas previstas para a cidade em 2026 são estimadas em R$ 24,14 bilhões. Os principais mecanismos previstos para atingir esse valor incluem a arrecadação de tributos como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) e outras taxas municipais.

A Prefeitura também está iniciando um esforço concentrado para a atualização da base de dados de contribuintes e de imóveis, o que ajudará a identificar acompanhando e cobrando aqueles com débitos pendentes. Melhorias na gestão tributária e a adoção de tecnologias avançadas para facilitar o recolhimento também estão entre as estratégias planejadas.

Essas iniciativas visam não apenas aumentar a arrecadação de receitas, mas também garantir que todos os cidadãos contribuam de maneira justa e proporcional aos serviços públicos que utilizam.

Investimentos na Mobilidade Urbana

A mobilidade urbana é uma preocupação crescente nas cidades contemporâneas, e Belo Horizonte está ciente da necessidade de promover melhorias nesta área. A proposta orçamentária de 2026 destina cerca de R$ 1,73 bilhão para investimentos em mobilidade urbana, buscando aprimorar o sistema de transporte público e expandir a infraestrutura viária da cidade.

Os recursos serão direcionados para a construção de novas linhas de ônibus, melhorias nos terminais de ônibus e a implementação de áreas exclusivas para ciclistas e pedestres. Esse investimento é crucial para reduzir o trânsito nas vias da cidade e proporcionar uma integração multimodal, onde o usuário possa transitar facilmente entre meios de transporte diferentes.

O planejamento inclui ainda iniciativas voltadas à segurança no trânsito, com a instalação de sinalizações adequadas e de semáforos inteligentes que possam otimizar o fluxo de veículos e proteger a integridade dos pedestres e ciclistas, contribuindo para uma cidade mais harmoniosa e sustentável.

Próximos Passos após a Aprovação

Com a aprovação da Lei Orçamentária Anual e do Plano Plurianual de Ação Governamental, o próximo passo é a redação final dos projetos. Após essa etapa, os textos serão encaminhados ao gabinete do prefeito para a sanção ou veto. Isso é um passo crucial, pois marca o início efetivo da execução das propostas orçamentárias.

Uma vez sancionada, a administração agora deverá focar em implementar as ações previstas de forma eficiente e transparente. O acompanhamento e a fiscalização por parte da Câmara Municipal também se tornam fundamentais para garantir que os recursos sejam aplicados como planejados e que os objetivos estabelecidos no orçamento sejam alcançados.

Por fim, a mobilização e o engajamento da população serão essenciais ao longo de todo o exercício orçamentário. É o envolvimento dos cidadãos que pode tornar a administração mais responsiva e comprometida com as necessidades da sociedade. Um orçamentário participativo e colaborativo é fundamental para uma gestão pública eficaz e que atenda às expectativas dos cidadãos.