Visitas técnicas em Nova Lima
Entre os dias 27 e 30 de abril, as cidades de Nova Lima e Belo Horizonte em Minas Gerais receberam a etapa final das visitas técnicas do Projeto de Desenvolvimento Urbano Integrado com Enfoque na Redução de Riscos de Desastres (DUI-RRD). Essa iniciativa inclui seis cidades que foram selecionadas para participar desse importante projeto.
Objetivos do projeto DUI-RRD
O principal objetivo do projeto é trabalhar em colaboração com os municípios para desenvolver estratégias que abordem os riscos geo-hidrológicos. A proposta envolve a criação de um manual com diretrizes que ajudem as cidades brasileiras a planejar e implementar intervenções urbanísticas em áreas que apresentam riscos, levando em conta as diversas vulnerabilidades socioterritoriais que podem existir nessas áreas.
Importância do desenvolvimento urbano
As atividades desta visita foram além da simples verificação técnica; elas buscaram entender a realidade local, interagindo diretamente com as equipes municipais e instituições parceiras. Esta interação promoveu um aprendizado mútuo que é fundamental para o sucesso do projeto. O desenvolvimento urbano integrado é essencial para enfrentar os desafios que as cidades enfrentam, especialmente no que diz respeito aos riscos de desastres naturais e à vulnerabilidade social.

Estratégias para redução de riscos
Uma das estratégias centrais do projeto DUI-RRD é a integração da gestão de riscos no planejamento urbano. Isto significa que as cidades devem considerar os riscos ao desenhar seus planos de urbanização, utilizando um desenho urbano de qualidade para modificar os espaços, aumentar a resiliência e diminuir as vulnerabilidades socioambientais.
Envolvimento das comunidades locais
A participação das comunidades locais é um fator crítico para o sucesso das intervenções. É fundamental que as vozes dos moradores sejam incluídas no processo de planejamento, pois eles têm conhecimento valioso sobre a dinâmica do território e os riscos que enfrentam diariamente. Assim, o projeto não só busca soluções técnicas, mas também envolve a comunidade em um diálogo aberto.
Oficina de Desenvolvimento Urbano
As atividades programadas durante as visitas incluíram uma oficina sobre Desenvolvimento Urbano Integrado, que trouxe profissionais e especialistas para discutir e construir coletivamente o conhecimento sobre práticas urbanas seguras e eficazes. Durante essas oficinas, ideia e experiências foram trocadas, promovendo um ambiente onde todos puderam contribuir para as soluções a serem implementadas.
A experiência em campo
A presença no campo é crucial para a formação de uma compreensão mais aprofundada das especificidades de cada cidade. Segundo a analista de infraestrutura e coordenadora de Apoio ao Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Ministério das Cidades, Luciana Barbosa, “as visitas técnicas são fundamentais para entender as particularidades das gestões urbanas e como os riscos influenciam a escolha das áreas a serem trabalhadas. O envolvimento das equipes locais é imprescindível para a construção do manual baseado no contexto e nas necessidades de cada localidade.”
Construção de um manual orientador
A elaboração do manual será um produto final valioso não só para os municípios envolvidos, mas também para outras cidades que enfrentam desafios semelhantes. Aprendizados e melhores práticas serão sistematizados, permitindo que futuras ações possam ser realizadas de forma mais eficiente e eficaz. O manual servirá como uma referência para o planejamento e a implementação de medidas que visam mitigar os riscos no ambiente urbano.
Cidades selecionadas para o projeto
As cidades participantes do projeto DUI-RRD, além de Nova Lima e Belo Horizonte, incluem Petrópolis (RJ), Nova Friburgo (RJ), Paraíba do Sul (RJ) e Simões Filho (BA). Cada uma dessas cidades foi escolhida devido à sua realidade única, que é marcada por diferentes tipos de riscos urbanas que precisam ser geridos adequadamente.
O futuro do planejamento urbano
O projeto DUI-RRD começou em 2025 com a elaboração de uma metodologia voltada para a prevenção de desastres em áreas urbanas. O desenvolvimento dessa metodologia em 2026 está relacionado à aplicação prática nos municípios selecionados. A proposta é que, através das experiências locais e do diálogo entre gestores, equipes técnicas e comunidades, se crie um modelo de planejamento urbano que possa ser replicado em outras cidades do Brasil. Com isso, espera-se não apenas reduzir riscos, mas também construir cidades mais resilientes e sustentáveis.
