{"id":828,"date":"2012-12-07T11:45:36","date_gmt":"2012-12-07T11:45:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/noticias\/?p=828"},"modified":"2019-04-12T18:36:02","modified_gmt":"2019-04-12T18:36:02","slug":"belo-horizonte-rende-sua-ultima-homenagem-a-oscar-niemeyer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/sobre\/belo-horizonte-rende-sua-ultima-homenagem-a-oscar-niemeyer\/","title":{"rendered":"Belo Horizonte rende sua \u00faltima homenagem a Oscar Niemeyer"},"content":{"rendered":"<div class=\"2e083cf0b19e2c11948dc6ac054ba979\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Abra\u00e7os, palavras de reconhecimento e eternas lembran\u00e7as. Um dia depois da morte do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), que deixou a marca do seu tra\u00e7o modernista em Belo Horizonte e outras cidades mineiras, muita gente foi prestar homenagens \u00e0 mem\u00f3ria do grande brasileiro diante de um monumento que \u00e9 pr\u00f3pria tradu\u00e7\u00e3o da sua obra: a Capela de S\u00e3o Francisco de Assis, na orla da Lagoa da Pampulha. Na tarde de ontem, turistas tiraram fotos diante da fachada azul e branco, estudantes deram as m\u00e3os formando uma grande roda e moradores da capital destacaram a import\u00e2ncia do carioca reconhecido internacionalmente pelo trabalho. Para quem reside em im\u00f3veis projetados por Niemeyer, o dia foi triste. \u201cO JK est\u00e1 \u00f3rf\u00e3o\u201d, disse Maria Lima das Gra\u00e7as, s\u00edndica do condom\u00ednio famoso localizado na Pra\u00e7a Raul Soares, entre os bairros Santo Agostinho e Lourdes, na Regi\u00e3o Centro-Sul.<\/p>\n<p>Numa excurs\u00e3o \u00e0 Pampulha, a crian\u00e7ada do primeiro e segundo anos da Escola Infantil Pingo de Luz, do Bairro Jo\u00e3o Pinheiro, na Regi\u00e3o Noroeste, fez quest\u00e3o de ver a capela datada de 1943 e tombada quatro anos depois pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan). \u00a0No fim do passeio, todos se uniram e prestaram, em sil\u00eancio, a homenagem ao arquiteto, levantando os bra\u00e7os. \u201cEle foi um homem importante, fez a igrejinha e morreu com 104 anos\u201d, disse Nicolas de Souza, de sete. \u201cVai fazer falta\u201d, acrescentou Juarez de Matos Faria, de 7 anos, ao lado das professoras Ana Cristina de Morais, Ros\u00e2ngela Miranda, \u00c2ngela Guimar\u00e3es e da diretora M\u00e1rcia Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>As assistentes sociais de Terezina (PI), M\u00e1rcia Brand\u00e3o, Ol\u00edvia Moura F\u00e9 e Eline Gomes, aproveitaram a tarde ensolarada para conhecer o cart\u00e3o postal da cidade, ciceroneadas pela consultora de beleza belo-horizontina Eliete Vieira. \u201cNiemeyer era um profissional incompar\u00e1vel. Estou satisfeita por estar aqui hoje e ver pela primeira vez a capela\u201d, disse M\u00e1rcia. Para as amigas, o passeio era um jeito de reverenciar a mem\u00f3ria do arquiteto. \u201cNo Piau\u00ed, n\u00e3o temos projetos de Niemeyer. Ent\u00e3o, vamos aproveitar bem BH\u201d, afirmou Ol\u00edvia.<\/p>\n<p><strong>BOAS SURPRESAS<\/strong> Belo Horizonte tem 17 projetos oficiais da lavra do arquiteto carioca, sendo os mais recente os da Cidade Administrativa do governo estadual e a Catedral Cristo Rei, da C\u00faria Metropolitana, cujas obras dever\u00e3o come\u00e7ar entre fevereiro e mar\u00e7o. H\u00e1 os pontos conhecidos como o Ed\u00edfico Niemeyer, na Pra\u00e7a da Liberdade e o conjunto da Pampulha, da d\u00e9cada de 1940, e outros que poucos conhecem, embora sejam do mesmo valor cultural. Um exemplo \u00e9 a Resid\u00eancia Jo\u00e3o Lima P\u00e1dua, de 1943, que fica bem na esquina das ruas Bernardo Guimar\u00e3es e Araguari, no Bairro Santo Agostinho. Ocupada por uma cooperativa m\u00e9dica, a casa revestida de azulejos azuis est\u00e1 bem cuidada. \u201cTrata-se de um patrim\u00f4nio importante da nossa hist\u00f3ria\u201d, diz a gerente administrativa da entidade, Fl\u00e1via Fabiane Silva.<\/p>\n<p>Na lateral da Rua Bernardo Guimar\u00e3es, foi feito um puxado, em forma de \u201cgaiola\u201d, que ser\u00e1 modificado para cumprir a recomenda\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio municipal, j\u00e1 que o im\u00f3vel \u00e9 tombado. \u00a0Prestes a completar 90 anos, o ex-perito da Justi\u00e7a do trabalho Otto dos Santos, destacou a beleza do im\u00f3vel e a relev\u00e2ncia do autor do projeto \u2013 \u201co maior arquiteto que o pa\u00eds j\u00e1 teve\u201d.<\/p>\n<p>Outro im\u00f3vel pouco conhecido de moradores e visitantes \u00e9 a Resid\u00eancia Alberto Dalva Sim\u00e3o, no Bairro S\u00e3o Luiz, na Pampulha. A constru\u00e7\u00e3o data de 1953, ocupa quase um quarteir\u00e3o e chama a aten\u00e7\u00e3o de quem passa na rua pelas curvas no teto e um amplo jardim. \u201cCom a Pampulha, Niemeyer p\u00f4s Belo Horizonte no mapa da cultura internacional e refor\u00e7ou a voca\u00e7\u00e3o modernista e de vanguarda da cidade, que nasceu em contraponto \u00e0 paisagem colonial de Ouro Preto. Al\u00e9m de tudo, ele criou a Igreja de S\u00e3o Francisco, que \u00e9 um \u00edcone da capital\u201d, ressalta o professor de arquitetura da UFMG Fl\u00e1vio Carsalade.<\/p>\n<p><strong>ESPANTO <\/strong>Do outro lado da cidade, no Bairro Calafate, na Regi\u00e3o Oeste, uma constru\u00e7\u00e3o incrustada entre a Avenida Silva Lobo e ruas Platina e Desembargador Barcelos fere os olhos devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de abandono. Tombado pela prefeitura, o antigo lact\u00e1rio \u2013 lugar para distribui\u00e7\u00e3o de leite \u00e0s m\u00e3es carentes \u2013 \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 lavra de Niemeyer, embora n\u00e3o conste da lista oficial de seus projetos. Uns garantem que foi o primeiro de BH a sair da prancheta do arquiteto carioca.<\/p>\n<p>Vizinha do antigo lact\u00e1rio, a aposentada Virg\u00ednia Pereira de Meireles, de 74 anos, se lembra de ter visto Niemeyer no terreno em frente. \u201cJuscelino vivia na casa da minha av\u00f3 Virg\u00ednia Zandona, era amigo da minha fam\u00edlia\u201d, diz a aposentada com os olhos brilhantes. Ela acredita que o im\u00f3vel ser\u00e1 ocupado novamente. \u201cTenho visto movimento aqui. Parece que o im\u00f3vel ser\u00e1 recuperado pela prefeitura. Seria muito bom\u201d, disse Virg\u00ednia, que se declarou \u201carrasada\u201d com a morte do arquiteto.<\/p>\n<p>De volta ao Centro da cidade, imposs\u00edvel n\u00e3o conversar com moradores do Condom\u00ednio Kubitschek, o popular edif\u00edcio JK, datado de 1950 e dono de 1.167 unidades, entre apartamentos e lojas distribu\u00eddos em dois blocos, 13 tipos diferentes de habita\u00e7\u00e3o \u2013 de quitinetes de 20 metros quadrados a apartamentos de 200 metros quadrados \u2013 e 5,5 mil moradores. Durante toda a quinta-feira, a bandeira do condom\u00ednio foi hasteada a meio pau em sinal de luto. \u201cViver aqui \u00e9 um honra\u201d, disse a bacharel em direito Enilce de Figueiredo Alves Pereira, residente h\u00e1 30 anos. \u201cA localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 excelente, o pr\u00e9dio \u00e9 arejado, enfim, tenho orgulho do lugar\u201d, afirmou. O engenheiro qu\u00edmico aposentado Jos\u00e9 Carlos Murta, de 71, morador h\u00e1 sete, concorda e lamenta a perda: \u201cNiemeyer era um arquivo vivo da arquitetura brasileira.\u201d<\/p>\n<p><em>Fonte: Em.com.br<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abra\u00e7os, palavras de reconhecimento e eternas lembran\u00e7as. Um dia depois da morte do arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), que deixou a marca do seu tra\u00e7o modernista em Belo Horizonte e outras cidades mineiras, muita gente foi prestar homenagens \u00e0 mem\u00f3ria do grande brasileiro diante de um monumento que \u00e9 pr\u00f3pria tradu\u00e7\u00e3o da sua obra: a Capela de S\u00e3o Francisco de Assis, na orla da Lagoa da Pampulha. 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