{"id":833,"date":"2012-12-10T00:23:04","date_gmt":"2012-12-10T00:23:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/noticias\/?p=833"},"modified":"2019-04-12T18:36:02","modified_gmt":"2019-04-12T18:36:02","slug":"antes-de-conquistar-o-brasil-luiz-gonzaga-viveu-em-belo-horizonte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/sobre\/antes-de-conquistar-o-brasil-luiz-gonzaga-viveu-em-belo-horizonte\/","title":{"rendered":"Antes de conquistar o Brasil, Luiz Gonzaga viveu em Belo Horizonte"},"content":{"rendered":"<div class=\"2e083cf0b19e2c11948dc6ac054ba979\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Entre 1932 e 1939, Luiz Gonzaga morou no estado de Minas Gerais. Foram quatro meses em Belo Horizonte, cinco anos na cidade de Juiz de Fora e, por fim, dois anos em Ouro Fino. Quando chegou \u00e0 capital mineira, aos 20 anos, o pernambucano estava longe de ser o Rei do Bai\u00e3o. Decidido a seguir carreira no Ex\u00e9rcito, veio completar o contingente do 12\u00ba Regimento de Infantaria, que se esfacelou por ter resistido \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o de 1930. Nas duas \u00faltimas cidades mineiras, ainda como militar, fez amigos, aprimorou o toque da sanfona e saiu pronto para se tornar o grande artista que foi, deixando saudades e, claro, muitas hist\u00f3rias para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Nem todo mundo sabe dessa sua temporada mineira, nem mesmo alguns dos pouco mais de 30 mil habitantes de Ouro Fino, onde, aparentemente, todo mundo tem um caso para contar sobre a passagem do sanfoneiro por ali. Pela oportunidade do centen\u00e1rio de seu nascimento, que ser\u00e1 comemorado quinta-feira, o Estado de Minas visitou as duas cidades do interior do estado para descobrir como Minas Gerais influenciou a forma\u00e7\u00e3o de Luiz Gonzaga e, em Al\u00e9m Para\u00edba, na divisa com o Rio de Janeiro, encontrou o mineiro Romeu Rainho, que foi empres\u00e1rio do sanfoneiro por uma d\u00e9cada e o conheceu intimamente.<\/p>\n<p>\u201cEm Juiz de Fora eu estava folgado, era o mais antigo do grupo. Comecei a fazer minhas farrinhas. Foi a\u00ed que conheci Santo Lima e Domingos Ambr\u00f3sio, fazendo bonitas serenatas. Gostava de acompanhar os dois. Sa\u00edamos pela rua e tinha aquelas caboclas diferentes, vindas de toda parte do interior do estado. Foi quando peguei um acordeom pela primeira vez, das m\u00e3os do saudoso Domingos. Foi assim que fui ficando por aqui\u201d, contou Luiz Gonzaga, em depoimento prestado a Santo e Romeu quando passou por Juiz de Fora em 19 de setembro de 1980, preservado em fita de gravador de rolo pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural Alfredo Ferreira Lage.<\/p>\n<p>\u201cSanto Lima, cantor do cavaquinho, desinibido. Tinha uma inveja danada dele. Ele sabia cantar bem e eu n\u00e3o sabia. Mas ele me encorajou, juntamente com Domingos Ambr\u00f3sio\u201d, relembrou o artista na mesma grava\u00e7\u00e3o. Luiz Gonzaga j\u00e1 tocava sanfona de oito baixos antes de deixar o Nordeste e, por causa do servi\u00e7o militar, teve de aprender a dominar tamb\u00e9m a corneta, instrumento que auxilia o comandante a transmitir ordens \u00e0 tropa. \u201cEstava dando uma de galo, fazendo da corneta pistom. Queria ser artista e danei a florear na corneta, mas me dei mal e fui em cana porque toquei bem demais\u201d, completou.<\/p>\n<p>O artista afirma que Juiz de Fora foi a cidade que mais marcou sua vida depois de deixar o Nordeste. Saiu de l\u00e1 em 1937 para continuar como militar, j\u00e1 conhecido como \u201cBico de A\u00e7o\u201d pela habilidade na corneta. \u201cEu j\u00e1 estava doido para pegar outro caminho. Minha vida sempre foi andar, meu destino era andar. Me perguntaram se eu queria entrar na forma\u00e7\u00e3o de uma companhia que iria para Ouro Fino e eu disse: \u2018Vou demais\u2019.\u201d L\u00e1 fez amigos, teve novos mestres musicais e, dizem, arranjou outros amores. No palco do \u00c9den Club, centen\u00e1rio clube que existe at\u00e9 hoje, fez seu primeiro show.<\/p>\n<p>Tudo isso com o acordeom que comprou de Carlos Alem\u00e3o, amigo de Domingos, que foi seu primeiro professor do instrumento. N\u00e3o era um primor de fole, mas foi com ele que aprendeu e desenvolveu a t\u00e9cnica musical, lhe permitindo extrapolar a rotina militar em serestas, bailes, bares e rodinhas de m\u00fasicos pelo interior mineiro. Come\u00e7ava a aprender o que era ser artista e, por causa disso, quis comprar uma sanfona melhor. Escolheu uma no cat\u00e1logo de um caixeiro-viajante e come\u00e7ou a pag\u00e1-la \u00e0 presta\u00e7\u00e3o para buscar em S\u00e3o Paulo. Era golpe, mas, por pura sorte, comprou outra igual. E foi ganhar o Brasil.<\/p>\n<p><em>Fonte: Em.com.br<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 1932 e 1939, Luiz Gonzaga morou no estado de Minas Gerais. Foram quatro meses em Belo Horizonte, cinco anos na cidade de Juiz de Fora e, por fim, dois anos em Ouro Fino. 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