{"id":891,"date":"2012-12-24T00:20:50","date_gmt":"2012-12-24T00:20:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/noticias\/?p=891"},"modified":"2019-04-12T18:36:00","modified_gmt":"2019-04-12T18:36:00","slug":"voluntaria-se-mobiliza-e-mais-de-500-criancas-recebem-presentes-de-natal-em-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/sobre\/voluntaria-se-mobiliza-e-mais-de-500-criancas-recebem-presentes-de-natal-em-bh\/","title":{"rendered":"Volunt\u00e1ria se mobiliza e mais de 500 crian\u00e7as recebem presentes de Natal em BH"},"content":{"rendered":"<div class=\"2e083cf0b19e2c11948dc6ac054ba979\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Ainda menina, Eliana acompanhava a m\u00e3e nas doa\u00e7\u00f5es que, &#8220;modestamente&#8221;, fazia. Como disse a mineira, hoje com 52 anos, o gosto pelo trabalho volunt\u00e1rio &#8220;veio de ber\u00e7o&#8221;. Atualmente, ela levanta da cama cedo e \u00e0s 9h j\u00e1 est\u00e1 no banco onde trabalha, no Centro de Belo Horizonte. Por volta das 18h30, desdobra-se, em meio ao tr\u00e2nsito intenso devido ao hor\u00e1rio, para chegar ao orfanato que ajuda a manter, na cidade de Contagem, na Regi\u00e3o Metropolitana da capital mineira.<\/p>\n<p>Eliana Malta conta que a casa, que frequenta h\u00e1 cerca de 20 anos, tem espa\u00e7o para 25 crian\u00e7as. Com alegria no rosto, a volunt\u00e1ria apresenta os c\u00f4modos \u00e0 reportagem do\u00a0<em>G1<\/em>. E se orgulha ao dizer: &#8220;Tudo que temos aqui \u00e9 fruto de doa\u00e7\u00e3o&#8221;. Ela explicou que o orfanato funciona como um \u201cporto seguro\u201d para muitas pessoas que, assim como ela, disp\u00f5e-se a ajudar os mais carentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de auxiliar na administra\u00e7\u00e3o do local, onde v\u00e1rias crian\u00e7as t\u00eam um espa\u00e7o para dormir, comer, brincar e aprender, Eliana organiza, tamb\u00e9m, uma coleta de presentes de Natal. Neste ano, ela, com a ajuda de uma grande equipe, vai abastecer o tren\u00f3 do Papai Noel em grande escala. Cerca de 560 crian\u00e7as carentes j\u00e1 t\u00eam o seu presente garantido. Ao menos seis comunidades carentes de\u00a0Belo Horizonte e Regi\u00e3o Metropolitana ser\u00e3o beneficiadas.<\/p>\n<p><strong>A lista<\/strong><br \/>\n\u201cO que inicia tudo \u00e9 a lista das crian\u00e7as\u201d, conta Eliana. Ela recebe uma listagem feita por dirigentes de institui\u00e7\u00f5es que atendem comunidades carentes. E para a surpresa da volunt\u00e1ria, a lista deste ano atingiu n\u00fameros nunca alcan\u00e7ados em mais de 10 anos de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuando eu vi a lista, eu pirei. \u2018Gente \u00e9 menino demais. No ano passado foram 300. Quase dobrou. Ser\u00e1 que n\u00f3s vamos conseguir? \u2019\u201d, lembra. Para arrecadar presentes para essa grande quantidade de meninos, Eliana contou com a ajuda dos \u201cpadrinhos\u201d, que reuniu durante pouco mais de dois meses.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito gostoso quando as pessoas trazem os pacotes [de presentes]. E n\u00e3o tem muito a ver com o poder aquisitivo. Tem pessoas muito simples que colocam um biscoito recheado, uma caixinha de gelatina. Eles realmente imaginam aquela crian\u00e7a que vai receber que n\u00e3o sabe nem quem \u00e9 que mandou\u201d, diz a volunt\u00e1ria.<\/p>\n<p>Depois de entregues, os presentes v\u00e3o ser organizados por um grupo de volunt\u00e1rios que ajuda Eliana. Ela faz quest\u00e3o de enfatizar a import\u00e2ncia dos colegas: \u201cEu, sem o grupo, n\u00e3o existo\u201d.<\/p>\n<p>Em uma sala do orfanato, onde os pacotes est\u00e3o sendo preparados, quase n\u00e3o se consegue andar. Dois meninos que vivem na casa se perdem em meio \u00e0 imensid\u00e3o de brinquedos espalhados pelo ch\u00e3o do c\u00f4modo, em busca de seus presentes. A irm\u00e3 de Eliana, a enfermeira Adriana Malta, que faz parte do grupo, tenta acalm\u00e1-los \u2013 em v\u00e3o. Os dois correm de um lado para o outro com o sorriso estampado no rosto. Em outro c\u00f4modo do orfanato, cerca de oito garotos, que provavelmente n\u00e3o sabem da exist\u00eancia da sala dos presentes, assistem a um desenho que passa na televis\u00e3o.<\/p>\n<div><strong>\u2018Os olhinhos deles\u2019<\/strong><\/div>\n<p>Essa parte, Eliana conta com o maior prazer. Trata-se do momento em que as crian\u00e7as recebem os presentes, entregues pelos dirigentes das institui\u00e7\u00f5es que atendem \u00e0s comunidades.<\/p>\n<p>A volunt\u00e1ria diz que n\u00e3o consegue acompanhar a ocasi\u00e3o em que todas as crian\u00e7as ganham os presentes. Mas, segundo ela, esse \u00e9 um momento muito especial. \u201cN\u00e3o tem nada que pague isso. Quando chega a sacola de presentes e voc\u00ea v\u00ea a carinha deles, o cansa\u00e7o se desfaz. N\u00e3o tem pre\u00e7o ver isso, os olhinhos deles\u201d, diz, emocionada.<\/p>\n<p>Para os que n\u00e3o experimentaram essa sensa\u00e7\u00e3o de ajudar, Eliana acredita ser s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo e oportunidade. \u201cSe a pessoa n\u00e3o fez ainda \u00e9 porque ela n\u00e3o teve o momento. Vai chegar a hora em que ela vai fazer. Vai chegar o momento em que ela vai perceber algu\u00e9m que est\u00e1 precisando de alguma coisa perto dela\u201d.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia(16), o\u00a0<em>G1<\/em> acompanhou a entrega de presentes na Regi\u00e3o Noroeste de Belo Horizonte. De acordo com o dirigente da institui\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Geraldo de Oliveira, cerca de 70 volunt\u00e1rios se envolveram na organiza\u00e7\u00e3o do evento, que contemplou moradores de uma favela do bairro Citrol\u00e2ndia, em Betim.<\/p>\n<p>A dona de casa Concei\u00e7\u00e3o Nascimento, de 61 anos, ficou muito feliz com os presentes e agradeceu aos volunt\u00e1rios. \u201cAdorei essa festa. No dia do Natal \u00e9 o meu anivers\u00e1rio, e eu vou ficar mais feliz. Que Deus aben\u00e7oe estas pessoas. Sempre que tiver vou vir\u201d, disse.<\/p>\n<p>Renilda Pereira, de 45 anos, participou da festa pela segunda vez, com seus dois filhos g\u00eameos de sete anos. \u201cA iniciativa \u00e9 muito boa. Na comunidade vivem muitas pessoas. E v\u00e1rias precisam muito\u201d, disse.<\/p>\n<p>Janete dos Santos, de 31 anos, contou que pela primeira vez participou da festa e gostou muito. \u201cFoi maravilhoso. Deus aben\u00e7oe a todos os volunt\u00e1rios\u201d. Ela estava acompanhada das duas filhas, uma de dez e outra de dois anos.<\/p>\n<p>Eliana e Adriana acompanharam a entrega \u00e0s crian\u00e7as.\u201cEsse \u00e9 o esp\u00edrito do Natal Mesmo. Pra mim, \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de dever cumprido. Cada m\u00e3e saiu com um alimento, cada crian\u00e7a saiu com um brinquedo. Poderia acontecer o ano todo, se tivesse mais pessoas para ajudar\u201d, contou Eliana.<\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlia de volunt\u00e1rios <\/strong><br \/>\nComo disse Eliana, a vontade em ajudar o pr\u00f3ximo \u201cveio de ber\u00e7o\u201d. E essa \u00e9 uma das heran\u00e7as que a mineira fez quest\u00e3o de passar para o seu filho, hoje um homem de 26 anos. Quando adolescente, ele come\u00e7ou a trabalhar no Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o dos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). E, atualmente, depois de dez anos de participa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pensa em parar, afirma a m\u00e3e.<\/p>\n<p>O marido de Eliana tamb\u00e9m \u00e9 volunt\u00e1rio. Segundo ela, ao menos uma vez por semana, ele dialoga, em palestras, com dependentes qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Sobre a irm\u00e3, Eliana fala com carinho. As duas juntas participam de outras iniciativas com crian\u00e7as com doen\u00e7as infecto-contagiosas. Neste Natal, Eliana e Adriana tamb\u00e9m entregar\u00e3o presentes para esses meninos. \u201cS\u00e3o crian\u00e7as de extrema pobreza com doen\u00e7as muito graves. \u00c9 um trabalho dif\u00edcil, mas muito necess\u00e1rio\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Ang\u00fastia e dificuldades <\/strong><br \/>\nN\u00e3o s\u00f3 de bons sentimentos vive um volunt\u00e1rio. A ang\u00fastia e as dificuldades tamb\u00e9m fazem parte da vida de Eliana. Ela conta que nem sempre sobra tempo para compromissos sociais ou, at\u00e9 mesmo, atividades f\u00edsicas. \u201cSempre fica uma ponta mal cuidada. Voc\u00ea n\u00e3o consegue cuidar de tudo 100%. N\u00e3o sou dona de casa, n\u00e3o sou boa esposa, pois sou muito ausente. Passo muito pouco tempo em casa. N\u00e3o consigo marcar um compromisso social. Faz falta. Eu sinto falta disso tamb\u00e9m\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das dificuldades com a car\u00eancia de hor\u00e1rio, Eliana Malta relata, ainda, que a ang\u00fastia tamb\u00e9m aparece, pois nem sempre \u00e9 poss\u00edvel ajudar. Sobre as crian\u00e7as do orfanato, por exemplo, ela conta: \u201cQuando eles chegam aqui, eu fico aliviada. O que me angustia \u00e9 o que eles passaram antes de vir pra c\u00e1, a situa\u00e7\u00e3o de risco deles. Al\u00e9m de muitos questionamentos que eles n\u00f3s fazem, mas que a gente n\u00e3o tem resposta\u201d.<\/p>\n<p>Mas, ainda assim, Eliana n\u00e3o desiste e explica que a tend\u00eancia do trabalho volunt\u00e1rio no Brasil \u00e9 se difundir. \u201cVoc\u00ea v\u00ea que a coisa vai espalhando. A tend\u00eancia \u00e9 crescer. A renda das pessoas est\u00e1 aumentando um pouco. O Brasil est\u00e1 ficando mais independente e, com isso, as pessoas t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de doar mais, de pensar um pouquinho mais no outro\u201d, conta.<\/p>\n<p>Para ela, a boa a\u00e7\u00e3o se multiplica. \u201cIsso brota. Se a terra do cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 f\u00e9rtil, qualquer semente que voc\u00ea plante vai despertar. \u00c9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de a pessoa saber que ela consegue. N\u00e3o precisa ter medo de pegar um desafio desses\u201d.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda menina, Eliana acompanhava a m\u00e3e nas doa\u00e7\u00f5es que, &#8220;modestamente&#8221;, fazia. Como disse a mineira, hoje com 52 anos, o gosto pelo trabalho volunt\u00e1rio &#8220;veio de ber\u00e7o&#8221;. Atualmente, ela levanta da cama cedo e \u00e0s 9h j\u00e1 est\u00e1 no banco onde trabalha, no Centro de Belo Horizonte. Por volta das 18h30, desdobra-se, em meio ao tr\u00e2nsito intenso devido ao hor\u00e1rio, para chegar ao orfanato que ajuda a manter, na cidade de Contagem, na Regi\u00e3o Metropolitana da capital mineira. Eliana Malta conta que a casa, que frequenta h\u00e1 cerca de 20 anos, tem espa\u00e7o para 25 crian\u00e7as. 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