{"id":913,"date":"2012-12-28T13:05:31","date_gmt":"2012-12-28T13:05:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/noticias\/?p=913"},"modified":"2019-04-12T18:35:59","modified_gmt":"2019-04-12T18:35:59","slug":"pela-primeira-vez-em-bh-mulher-e-promovida-a-major-do-exercito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/sobre\/pela-primeira-vez-em-bh-mulher-e-promovida-a-major-do-exercito\/","title":{"rendered":"Pela primeira vez em BH, mulher \u00e9 promovida a major do Ex\u00e9rcito"},"content":{"rendered":"<div class=\"2e083cf0b19e2c11948dc6ac054ba979\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>O Ex\u00e9rcito Brasileiro promoveu, na \u00faltima quinta-feira (27), a primeira major mulher do Ex\u00e9rcito em\u00a0Belo Horizonte. A partir de hoje, Ana Mara Paulette Nepomuceno de Freitas passa a exibir um distintivo com tr\u00eas estrelas, uma delas \u201cgemada\u201d, com bordados especiais, indicando a mais nova patente.<\/p>\n<p>A conquista ainda \u00e9 para poucos. S\u00f3 em 2008 o Brasil teve a primeira mulher com a patente de major. As mulheres, ali\u00e1s, s\u00f3 foram aceitas no Ex\u00e9rcito em 1992, numa turma que \u00e9 conhecida como \u201cturma Maria Quit\u00e9ria\u201d. At\u00e9 hoje s\u00e3o minoria no sistema de defesa brasileiro. Entre os 358 militares do Col\u00e9gio Militar de Belo Horizonte, onde trabalha a major Ana Mara, h\u00e1 apenas 30 mulheres, entre tenentes e capit\u00e3es (que tamb\u00e9m possuem distintivos com uma a tr\u00eas estrelas, mas nenhuma \u201cgemada\u201d, a que s\u00f3 os majores, tenentes-coron\u00e9is e coron\u00e9is fazem jus).<\/p>\n<p>A promo\u00e7\u00e3o culmina 15 anos de carreira militar de Ana Mara e s\u00f3 p\u00f4de ser adquirida porque, al\u00e9m de ter um tempo m\u00ednimo de trabalho, a major tamb\u00e9m passou em todas as avalia\u00e7\u00f5es de desempenho profissional, teste f\u00edsico e de tiro.<\/p>\n<p><strong>Sonho de crian\u00e7a<\/strong><br \/>\nA carreira militar \u00e9 um sonho da major Ana Mara desde crian\u00e7a. Todos os anos, ela acordava cheia de expectativa no dia Sete de Setembro para assistir aos desfiles do Ex\u00e9rcito. \u201cEu queria ser militar, usar farda, participar das solenidades.\u201d Sua vontade era desincentivada pelos pais, que n\u00e3o viam sentido na \u201cfantasia\u201d, mas mais tarde passaram a dar \u201ctotal e irrestrito apoio\u201d ao sonho. Ela acredita que a carreira militar seja sua \u201captid\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Chegar at\u00e9 o Ex\u00e9rcito n\u00e3o foi t\u00e3o f\u00e1cil. Aos 18 anos, ficou frustrada ao ser reprovada no concurso de tenente da Pol\u00edcia Militar por causa do um grau de miopia em cada olho. Decidiu fazer Letras (portugu\u00eas e ingl\u00eas), que cursou na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e passou a lecionar em escolas municipais a partir dos 22 anos.<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 aos 25 que descobriu o concurso para o Quadro Complementar de Oficiais do Ex\u00e9rcito, que tamb\u00e9m admitia professores, e retomou o sonho de inf\u00e2ncia. \u201cSe tivesse mulher no quadro de combatentes do Ex\u00e9rcito, eu teria ido para a \u00e1rea de combate. Tenho um esp\u00edrito guerreiro\u201d, diz ela. Como n\u00e3o h\u00e1, ela ingressou na for\u00e7a de reserva, que ela chama de \u201cmilitares de escrit\u00f3rio\u201d, acionada para participar de guerras e conflitos apenas depois que n\u00e3o h\u00e1 mais op\u00e7\u00e3o junto aos militares da Infantaria, Cavalaria e Artilharia.<\/p>\n<p>O ingresso no quadro de oficiais do Ex\u00e9rcito se deu na terceira tentativa e ela come\u00e7ou a dar aulas de ingl\u00eas no Col\u00e9gio Militar, onde hoje ensina para adolescentes de 13 a 17 anos. \u00c9 uma professora rigorosa \u2013 a \u201cbrava carinhosa\u201d, como se define.<\/p>\n<p>Sua rotina inclui, al\u00e9m das aulas, reuni\u00f5es de teor militar, fiscaliza\u00e7\u00e3o de concursos e sindic\u00e2ncias e a coordena\u00e7\u00e3o do trabalho de sete subordinados diretos, tr\u00eas militares e quatro civis.<\/p>\n<p><strong>Rotina at\u00edpica<\/strong><br \/>\nMajor Ana Mara sai da Vila Militar, no bairro S\u00e3o Francisco, regi\u00e3o da Pampulha, e vai ao quartel, logo ao lado, \u00e0s 6h40, diariamente. Deixa a \u00fanica filha, J\u00falia Helena, de 9 anos, com a m\u00e3e e s\u00f3 volta a v\u00ea-la na hora do almo\u00e7o. O expediente termina \u00e0s 16h \u2013 descontando eventuais plant\u00f5es de fim de semana e feriado, que duram mais, al\u00e9m de trabalhos noturnos.<\/p>\n<p>A rotina \u201cat\u00edpica\u201d balan\u00e7ou a major quando ela teve J\u00falia, a filha que prefere ser diplomata a militar. \u201cQuando ela nasceu, fiquei preocupada em como conciliar a carreira com a maternidade\u201d. Por causa da crian\u00e7a, que tem na m\u00e3e uma refer\u00eancia e \u00e9 extremamente carinhosa, ela recusou convites para participar de algumas miss\u00f5es no exterior.<\/p>\n<p>Mas chegou a fazer parte, por seis meses, da Miss\u00e3o do Ex\u00e9rcito Brasileiro no Haiti, entre 2008 e 2009. A filha, que tinha quatro anos, ficou aos cuidados da m\u00e3e, a pensionista Nise Helena Nepomuceno, de 68 anos. \u201cO apoio da minha m\u00e3e foi fundamental\u201d, pede a major. \u201cTenho que homenage\u00e1-la.\u201d<\/p>\n<p>A experi\u00eancia no Haiti foi a \u201cmais enriquecedora\u201d de sua vida. Ela mostra com orgulho o distintivo pregado na farda, mostrando que ela esteve l\u00e1 \u2013 e foi uma das primeiras mulheres a chegar. \u201cAprendi muito com as dificuldades, a mis\u00e9ria alheia, passamos a dar mais valor \u00e0 vida, ao conforto.\u201d Ela serviu de int\u00e9rprete da miss\u00e3o, participando de reuni\u00f5es de planejamento entre os ex\u00e9rcitos de mais de dez nacionalidades que atuavam no pa\u00eds. E teve que viver 24 horas por dia em um batalh\u00e3o com 1.300 homens e apenas seis mulheres.<\/p>\n<p>Apesar de ser parte da minoria feminina nas For\u00e7as Armadas, a major diz que nunca sofreu ass\u00e9dio. \u201cFui apenas cortejada, com certa discri\u00e7\u00e3o\u201d. Preconceito existe, diz ela, mas n\u00e3o \u00e9 ostensivo. \u201cFicam mais inseguros quando estou no comando. Em alguns momentos eu precisei provar que sou capaz.\u201d Talvez por isso ela seja campe\u00e3 de tiro entre as mulheres, embora tenha optado por n\u00e3o ter arma de fogo.<\/p>\n<p><strong>\u2018Batom \u00e9 moral da tropa feminina\u2019<\/strong><br \/>\nComo todo mundo, \u00e9 obrigada a usar farda diariamente, fa\u00e7a frio ou calor. Em uma Belo Horizonte com sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica beirando os 40\u00baC, ela deu entrevista com o coturno, a cal\u00e7a, camiseta e blusa de combate (de manga comprida, dobrada) em tecido camuflado e a boina, obrigat\u00f3ria em locais abertos. Quando d\u00e1 aula, ainda precisa p\u00f4r um jaleco branco sobre a farda. O cabelo \u00e9 sempre preso.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m n\u00e3o abre m\u00e3o da vaidade: l\u00e1pis no olho, batom (\u201cN\u00e3o sobrevivo sem um batom\u201d), esmalte rendinha e um brinco dourado, que \u201cn\u00e3o pode passar do l\u00f3bulo da orelha\u201d.<\/p>\n<p>Os 68 quilos em 1,70 metro de altura s\u00e3o mantidos pelos exerc\u00edcios di\u00e1rios: 60 abdominais, 25 flex\u00f5es e corrida \u2013 2,5 quil\u00f4metros t\u00eam que ser cumpridos em 12 minutos nos testes f\u00edsicos rotineiros.<\/p>\n<p>Foi assim, correndo entre as salas de aula e o trabalho militar, o div\u00f3rcio e o cuidado com a filha, e entre uma miss\u00e3o importante no Haiti e preconceitos corriqueiros em Belo Horizonte, que Ana Mara chegou a sua promo\u00e7\u00e3o aos 42 anos, sua \u201cconquista pessoal\u201d.<\/p>\n<p>A filha J\u00falia Helena, que entregou uma orqu\u00eddea para a m\u00e3e na solenidade de entrega do distintivo, n\u00e3o esconde a expectativa: \u201cMinha m\u00e3e tamb\u00e9m vai ser a primeira tenente-coronel mulher, daqui a pouco\u201d, antev\u00ea.<\/p>\n<p>Em mais cinco anos, a futura diplomata vai poder conferir a previs\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Ex\u00e9rcito Brasileiro promoveu, na \u00faltima quinta-feira (27), a primeira major mulher do Ex\u00e9rcito em\u00a0Belo Horizonte. 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