{"id":946,"date":"2013-01-07T13:19:21","date_gmt":"2013-01-07T13:19:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/noticias\/?p=946"},"modified":"2019-04-12T18:35:58","modified_gmt":"2019-04-12T18:35:58","slug":"carnaval-de-rua-de-bh-se-torna-opcao-para-moradores-da-cidade-e-turistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrabelohorizonte.com.br\/sobre\/carnaval-de-rua-de-bh-se-torna-opcao-para-moradores-da-cidade-e-turistas\/","title":{"rendered":"Carnaval de rua de BH se torna op\u00e7\u00e3o para moradores da cidade e turistas"},"content":{"rendered":"<div class=\"2e083cf0b19e2c11948dc6ac054ba979\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>A universit\u00e1ria Laura Moura Martins, de 22 anos, tenta convencer duas amigas a adiar uma viagem entre o estado do Maranh\u00e3o e o Amazonas s\u00f3 para poder passar o carnaval em\u00a0Belo Horizonte. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a estudante de Ci\u00eancias Sociais \u2013 assim como tantos outros belo-horizontinos \u2013 n\u00e3o quis saber do agito carnavalesco do Rio, Olinda ou das cidades hist\u00f3ricas de Minas. Ela preferiu curtir a festa nas ruas da capital mineira, pulando de bloco em bloco.<\/p>\n<p>Laura \u00e9 daquelas pessoas que se transformam nos dias do carnaval e aproveitam cada minuto da festa. \u201cGasto minha juventude toda no carnaval, mas depois acaba\u201d, brinca. No ano passado, saiu atr\u00e1s de blocos, como o \u201cPeixoto\u201d, \u201cManjeric\u00e3o\u201d, \u201cFilhos de Cha Cha\u201d, \u201cPraia da Esta\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cEnt\u00e3o, Brilha\u201d. Para ela \u2013 que j\u00e1 experimentou o carnaval de rua carioca, mas n\u00e3o gostou do tumulto \u2013 a tranquilidade \u00e9 um dos atrativos em Belo Horizonte. \u201cGosto das m\u00fasicas, das marchinhas e tamb\u00e9m do clima tranquilo. Cada ano fica mais cheio, mas sempre tem clima tranquilo\u201d, diz.<\/p>\n<div>Com a for\u00e7a que o carnaval de rua vem ganhando nos \u00faltimos anos, Belo Horizonte j\u00e1 come\u00e7a a atrair pessoas de fora da cidade. Morador do Rio de Janeiro, o empres\u00e1rio Allan Madeira, de 27 anos, planeja ser um foli\u00e3o entre os mineiros em 2013.<\/div>\n<p>Foi por meio de amigos que ficou sabendo sobre a revitaliza\u00e7\u00e3o da festa em Belo Horizonte nos \u00faltimos anos. \u201cContaram sobre a variedade dos blocos que est\u00e3o surgindo, uns com m\u00fasicas pr\u00f3prias, outros com marchinhas e que o povo de BH estava come\u00e7ando a ficar na cidade\u201d, relata o empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>Allan Madeira conta que, neste ano, quer \u201cfugir\u201d do carnaval do Rio, que, segundo ele, j\u00e1 n\u00e3o comporta mais tantas pessoas. Para isso, pretende encontrar ref\u00fagio em uma festa menor. Ele diz, entretanto, que os amigos cariocas n\u00e3o imaginam que o poss\u00edvel destino \u00e9 Belo Horizonte. \u201cQuando eu falo, todo mundo se surpreende e pergunta: carnaval em BH?\u201d.\u00a0 Para o empres\u00e1rio, justamente esta novidade \u00e9 o que atrai. \u201cNo come\u00e7o as coisas sempre s\u00e3o melhores\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>O carnaval nunca parou<\/strong><br \/>\n\u00c0 frente do Bloco da Cidade, o sambista Dudu Nic\u00e1cio \u00e9 um dos respons\u00e1veis por essa nova cara do carnaval de Belo Horizonte. Segundo ele, por\u00e9m, a cidade nunca parou de fazer carnaval. De acordo com o m\u00fasico, o que vem acontecendo h\u00e1 quatro ou cinco anos, \u00e9 a volta de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o belo-horizontina \u00e0s ruas da capital. \u201cOs blocos mais novos, desde 2008, 2009, s\u00e3o geralmente ligados \u00e0 classe m\u00e9dia\u201d, diz.\u00a0 O sambista ainda chama a aten\u00e7\u00e3o para a concentra\u00e7\u00e3o deste movimento em duas regi\u00f5es de Belo Horizonte, Centro-Sul e Leste, principalmente no tradicional bairro de Santa Tereza.<\/p>\n<p>Mesmo com a \u201csegmenta\u00e7\u00e3o\u201d, Dudu Nic\u00e1cio avalia positivamente este movimento. Para o sambista, se o cen\u00e1rio atual carnavalesco da cidade \u00e9 de p\u00fablicos bem definidos, a perspectiva para os pr\u00f3ximos anos \u00e9 outra. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 que cada vez mais que o carnaval se misture. O Bloco da Praia da Esta\u00e7\u00e3o faz isso, dialoga com quem est\u00e1 na pra\u00e7a [da Esta\u00e7\u00e3o]. O Bloco da Cidade tamb\u00e9m. Sempre sai de \u00e1reas de favela. Eles apontam para esse interc\u00e2mbio\u201d, justifica.<\/p>\n<div><strong>Novo f\u00f4lego<\/strong><\/div>\n<p>De acordo com a Empresa de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), em 2011, cerca de 20 blocos sa\u00edram \u00e0s ruas da capital. J\u00e1 em 2012, o n\u00famero saltou para quase 70 blocos, 48 deles cadastrados na prefeitura.\u00a0 Neste ano, a expectativa \u00e9 que de 50 a 60 sejam registrados pelos organizadores junto \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>O Unidos do Samba Queixinho \u00e9 um desses blocos que surgem espontaneamente e que tem dado novo f\u00f4lego \u00e0 festa. Hoje, com bateria formada por 70 pessoas, ele foi criado em 2010, por oito amigos que tinham pouco dinheiro para viajar e vontade de sobra para botar o bloco na rua.<\/p>\n<p>Fundador do Samba Queixinho, Gustavo Caetano acredita que muitos belo-horizontinos, assim como a turma dele, perceberam que n\u00e3o era preciso deixar a capital para curtir a festa.\u00a0 Para ele, entretanto, esta nova configura\u00e7\u00e3o da festa em Belo Horizonte representa mais que um movimento de carnaval. \u201cFoi um movimento de tomada de espa\u00e7os p\u00fablicos e descoberta de que cidade est\u00e1 a\u00ed para as pessoas usarem\u201d, avalia.<\/p>\n<div><strong>Desafios e dificuldades<\/strong><\/div>\n<p>Mas nem tudo \u00e9 folia quando o assunto \u00e9 a revitaliza\u00e7\u00e3o do carnaval em Belo Horizonte, que, muitas vezes, envolve uma rela\u00e7\u00e3o delicada entre organizadores e prefeitura.<\/p>\n<p>Gustavo Caetano aponta desafios e dificuldades de manter um bloco na cidade. \u201cO grande desafio \u00e9 apenas em ensinar as pessoas a tocarem seus instrumentos e se sentirem realizadas. A dificuldade vem dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos que at\u00e9 hoje n\u00e3o sabem diferenciar uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural, popular, sem fins lucrativos dos grandes eventos carnavalescos\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Dudu Nic\u00e1cio afirma que, no ano passado, percebeu um avan\u00e7o no apoio por parte da prefeitura, viabilizando, por exemplo, a instala\u00e7\u00e3o de banheiros qu\u00edmicos, mas ainda de forma \u201cprec\u00e1ria\u201d. Ele acredita que seria fundamental que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica participasse de forma a potencializar as qualidades da festa.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor de Desenvolvimento e Novos Neg\u00f3cios da Belotur, Gelton Pinto Coelho, o poder p\u00fablico tem se mobilizado para incentivar a festa na rua. \u201cEsses blocos surgem de maneira espont\u00e2nea, e a gente quer ajudar nesse processo, n\u00e3o quer cercear e nem pautar o que fa\u00e7am. O que a gente quer \u00e9 que curtam com seguran\u00e7a\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Coelho destaca que, para 2013, a prefeitura realizou um chamamento p\u00fablico, espec\u00edfico para blocos de rua e eventos carnavalescos. Segundo ele, o edital prev\u00ea a distribui\u00e7\u00e3o de R$ 400 mil para serem gastos com banheiros qu\u00edmicos e sonoriza\u00e7\u00e3o, por exemplo.\u00a0 O diretor de Desenvolvimento e Novos Neg\u00f3cios da Belotur ressalta ainda que o apoio log\u00edstico dado aos blocos, no ano passado, tamb\u00e9m ser\u00e1 mantido.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A universit\u00e1ria Laura Moura Martins, de 22 anos, tenta convencer duas amigas a adiar uma viagem entre o estado do Maranh\u00e3o e o Amazonas s\u00f3 para poder passar o carnaval em\u00a0Belo Horizonte. 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