Ato de mulheres com o Lula e pelo fim da escala 6×1 será realizado neste sábado (17), em BH

MOBILIZAÇÃO EM BELO HORIZONTE

Um ato mobilizado por mulheres está marcado para ocorrer em Belo Horizonte neste sábado (17), em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para reivindicar o fim da escala 6×1. A concentração começará às 16h na Praça Raul Soares, localizada no centro da capital mineira.

ESCALA 6×1 E A SOBRECARGA DAS MULHERES

A escala 6×1 implica em seis dias de trabalho seguidos com apenas um dia de descanso, um modelo que afeta especialmente as mulheres, muitas das quais sustentam suas famílias sozinhas. O projeto que propõe a mudança dessa jornada, elaborado pela deputada federal Erika Hilton, já está em tramitação no Senado e visa melhorar as condições de trabalho.

Conforme destacado por Pâmela de Faria, representante do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) de Minas Gerais, as mulheres são as que mais sofrem com essa estrutura, enfrentando uma jornada de trabalho que não lhes permite se dedicarem a outras áreas de suas vidas, como o convívio familiar e a saúde pessoal. Além disso, a realidade das mães solo é ainda mais desafiadora, pois elas se veem obrigadas a conciliar trabalho, tarefas domésticas e cuidados com os filhos.



fim da escala 6×1

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados já havia discutido anteriormente o impacto da escala 6×1 sobre as trabalhadoras em uma audiência pública e as consequências da sobrecarga de trabalho que isso traz para a saúde e o bem-estar das mulheres. Muitas mulheres relatam que sua única folga é consumida por afazeres domésticos, gerando um ciclo de estresse e cansaço que as impede de usufruir momentos de lazer e descanso.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que o fim da escala 6×1 é uma necessidade urgente e que possibilitará melhores condições de trabalho para as mulheres, promovendo o acesso ao mercado de trabalho e a valorização de suas funções. A situação atual, caracterizada por uma competição intensa e desigual em termos de jornada de trabalho e responsabilidades, perpetua desigualdades de gênero e limita as oportunidades para a população feminina, em especial as mulheres negras e periféricas.



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