Eleição da Nova Administração do Consepre
O XVIII Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, conhecido como Consepre, realizado em Belo Horizonte, no dia 13 de novembro de 2025, trouxe mudanças significativas para a gestão da entidade. Nesse evento, o desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto, do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), foi eleito presidente. A nova administração também conta com o desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), como vice-presidente. Ademais, a desembargadora Liídia Maejima, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), foi escolhida como vice-presidente de Cultura. Essa escolha é emblemática, uma vez que representa um compromisso com a valorização cultural no âmbito do Judiciário.
O encontro não apenas marca a mudança de liderança, mas também é um reflexo da participação ativa e da colaboração entre os presidentes dos diversos tribunais do Brasil. A nova administração contará ainda com desembargadores de diferentes estados, como Jayme Henrique Ferreira do Amapá e Dorival Renato Pavan de Mato Grosso do Sul, em posições estratégicas que envolvem relacionamento institucional e inovação tecnológica. A posse da nova mesa diretora está programada para janeiro de 2026, um passo importante para a continuidade das operações e a implementação das políticas definidas na Carta de Belo Horizonte.
Perfil da Desembargadora Liídia Maejima
A desembargadora Liídia Maejima assume agora um papel fundamental como vice-presidente de Cultura do Consepre. Ela é uma figura respeitada no judiciário paranaense e tem se destacado por sua atuação em diversas áreas. Formada em Direito e com uma carreira que inclui passagens por importantes funções no Tribunal de Justiça do Paraná, Liídia traz uma vasta experiência e um compromisso com a cultura e a educação dentro da justiça.

Além de sua formação acadêmica e experiência prática, Maejima é conhecida por seu envolvimento em projetos que promovem a inclusão e a diversidade no Judiciário. Sua nominada posição de vice-presidente de Cultura enfatiza a importância de integrar aspectos culturais nas práticas judiciárias e promover um ambiente mais harmonioso entre a sociedade e o Judiciário. A sua liderança proporcionará um olhar estratégico para iniciativas que valorizam a arte e a cultura, reconhecendo que a justiça não se faz apenas com leis, mas também com humanidade e sensibilidade cultural.
Importância da Carta de Belo Horizonte
Um dos momentos mais relevantes do XVIII Encontro foi a divulgação da Carta de Belo Horizonte, um documento que reúne as conclusões e diretrizes estabelecidas durante o evento. Esse documento foi aprovado por unanimidade pelos presidentes dos tribunais presentes e representa um compromisso coletivo em diversas frentes.
A Carta enfatiza a independência do Poder Judiciário, essencial para o funcionamento democrático da sociedade. Além disso, visa promover o intercâmbio de boas práticas e informações entre os tribunais, essencial para o aprimoramento contínuo das práticas judiciais e administrativas.
Outro ponto importante da Carta é o incentivo ao desenvolvimento e à troca de experiências entre os Tribunais, a fim de fortalecer a atuação do Judiciário em relação à sociedade. A proposta de ratificação do compromisso com a transformação digital responsável é um passo adiante em direção à modernização do sistema judiciário brasileiro, permitindo maior transparência e eficiência. O fortalecimento da comunicação social do Judiciário também é abordado na Carta, reconhecendo a necessidade de um canal mais claro e aberto entre a Justiça e a sociedade civil.
Compromissos da Nova Gestão
A nova gestão, liderada pelo desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto, adota uma série de compromissos fundamentais visando a modernização e a integração do Judiciário Brasileiro. Entre esses compromissos destaca-se o foco em inovações tecnológicas que visam facilitar o acesso à justiça e melhorar a eficiência dos serviços prestados.
Outro compromisso significativo é o fortalecimento de políticas institucionais que promovam maior celeridade e eficácia dos processos judiciais. A administração reconhece que a velocidade na resolução dos conflitos é um aspecto crucial para a confiança da população na Justiça. Porém, essa celeridade não deverá comprometer a qualidade das decisões judiciais, sendo fundamental o equilíbrio entre rapidez e justiça.
Além disso, a nova Gestão do Consepre trouxe à tona a importância da cooperação entre os tribunais, incentivando iniciativas que promovam parcerias tanto no âmbito judicial quanto com instituições educacionais e culturais. Tal abordagem não só melhora a eficiência dos processos como também aproxima a Justiça da sociedade civil, criando um vínculo de confiança e respeito mútuo.
Inovação e Tecnologia no Judiciário
A ênfase em inovação e tecnologia é um dos pilares que sustentam a nova gestão do Consepre. O desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto, durante sua eleição, fez questão de enfatizar que a adoção de novas tecnologias deve ser uma prioridade para modernizar o funcionamento do Judiciário e garantir uma prestação de serviços mais eficiente.
Isso inclui não apenas a implementação de sistemas digitais que otimizam a tramitação de processos, mas também a capacitação de servidores e magistrados para utilizar essas tecnologias adequadamente. A formação contínua é essencial em um ambiente tão dinâmico como o jurídico, onde as inovações ocorrem rapidamente e impactam diretamente a atuação dos juízes e servidores.
Além disso, a nova administração também está comprometida em integrar soluções inovadoras que não apenas tratem da parte técnica, mas que também foquem na experiência do usuário, visando simplificar a interação do cidadão com o sistema judiciário. Essa estratégia procura eliminar barreiras que, muitas vezes, dificultam o acesso à Justiça, promovendo a inclusão e a equidade.
Apoiando a Cultura e a Sociedade
A vice-presidência de Cultura, agora sob a responsabilidade da desembargadora Liídia Maejima, representa uma oportunidade única para conectar o Judiciário à sociedade por meio da promoção da cultura. Este foco não é meramente simbólico; ele visa criar uma relação mais próxima entre o Judiciário e a sociedade civil, reconhecendo que a justiça está profundamente enraizada no contexto cultural do país.
A cultura é uma ferramenta poderosa para a promoção dos direitos humanos, da cidadania e do respeito mútuo. Iniciativas que fomentem a arte, a literatura e a educação cultural não facilitarão apenas o diálogo entre as instituições, mas também ajudarão a melhorar a imagem do Judiciário na percepção pública.
O reconhecimento da importância da cultura no fortalecimento da cidadania reforça a ideia de que o Judiciário não atua isoladamente. Ele deve estar em sintonia com as demandas sociais, e ao mesmo tempo serve como um agente de transformação e inclusão cultural. Este comprometimento não só aprimora a imagem do Judiciário, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Desafios e Oportunidades do Consepre
O Consepre, como qualquer instituição, enfrenta uma série de desafios, especialmente em um cenário de constante mudança política e social. Um dos principais desafios é a resistência à mudança; implementar inovações no Judiciário, que muitas vezes são vistas como ameaças ao status quo. No entanto, estas inovações são essenciais para o avanço da prestação de serviços.
Outro desafio significativo é a necessidade de harmonização das práticas e procedimentos entre os diferentes Tribunais, dada a diversidade de realidades e contextos regionais. Essa integração é crucial para garantir um sistema judiciário mais coeso e eficiente, onde boas práticas podem ser compartilhadas e implementadas.
Por outro lado, a nova administração vê nesses desafios oportunidades para criar um Judiciário mais moderno, eficiente e próximo da sociedade. O foco em tecnologia não apenas traz modernização, mas também abre portas para trabalho colaborativo entre Tribunais e a sociedade civil. O Consepre está bem posicionado para liderar essas mudanças, promovendo um Judiciário mais integrado e acessível a todos.
Próximos Eventos do Consepre
À luz da realização do XVIII Encontro, os planos para eventos futuros estão em andamento. O XIX Encontro do Consepre ocorrerá entre os dias 25 e 27 de fevereiro de 2026, em Fortaleza, sob a coordenação do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. Este evento representará uma nova oportunidade para continuar o diálogo entre os presidentes dos tribunais e debater as diretrizes que orientarão o Judiciário nos próximos anos.
Prepare-se para um evento que deverá aprofundar ainda mais a cooperação entre os Tribunais e fortalecer os compromissos estabelecidos. Durante esse encontro, as melhores práticas e inovações serão novamente discutidas, garantindo que a visão do Judiciário continue a ser moldada em concertação e colaboração.
Fortalecendo a Comunicação da Justiça
A comunicação efetiva entre o Judiciário e a sociedade é um dos elementos centrais da nova estratégia do Consepre. A gestão reconhece que uma comunicação transparente e acessível é fundamental para aumentar a confiança da população no sistema de Justiça. Ela serve como uma ponte que liga o Judiciário às comunidades que atende.
Com o advento de novas tecnologias e meios de comunicação, é possível alcançar um público mais amplo e diversificado. O uso de plataformas digitais deve ser incentivado, permitindo que os cidadãos tenham mais facilidade em acessar informações sobre os serviços do Judiciário e sobre seus direitos. A comunicação também deve incluir feedback constante da sociedade, criando uma via de mão dupla que valoriza a opinião pública e melhora a qualidade dos serviços prestados.
Um dos pontos destacados na Carta de Belo Horizonte foi a importância da comunicação social do Judiciário como um instrumento estratégico. Isso ressalta que um Judiciário aberto ao diálogo é mais receptivo às demandas da população e, consequentemente, mais eficaz em sua missão de promover justiça.
Impacto do Encontro na Sociedade Civil
Por fim, o XVIII Encontro do Consepre tem um impacto direto na sociedade civil, visto que promove mudanças que buscam transformar a experiência do cidadão com o Judiciário. A combinação de inovação, compromissos claros e envolvimento cultural oferece respostas mais precisas e imediatas às necessidades da população.
A aproximação entre o Judiciário e a sociedade civil é necessária para garantir que a Justiça não seja vista como uma entidade distante e inacessível, mas sim como um direito fundamental de todos os cidadãos. As iniciativas que favorecerão essa integração são cruciais para o fortalecimento da democracia e para um Estado de Direito efetivo.
O futuro do Judiciário depende de sua capacidade de se adaptar às necessidades da sociedade, e eventos como o XVIII Encontro do Consepre são fundamentais para moldar essa evolução. Através de uma gestão proativa e integrada, será possível construir uma Justiça mais inclusiva e humanizada, ao mesmo tempo que se promovem inovações tecnológicas e práticas eficazes.


